quarta-feira, 2 de março de 2011

Amigo Nenhum




Eu acabei de chegar e já me arrependi
Eu tinha prometido que não voltaria mais aqui
Claria a noite é sempre tudo igual
Começa muito bem, mas acaba muito mal

Passa o tempo, passam gerações e só fica pior
Nessa esquina havia um bar
Onde jogavam poker de marujo e continua tudo sujo
Continua tudo realmente muito feio, das lembraças que eu odeio

As piores são as que trago daqui
Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui ninguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum

É muito natural que eu não me sinta bem
Pois chove desgraçadamente desde que eu desci do trem
Complicado até pra caminhar
O vento é tão gelado que é difícil respirar
Sigo um labiritindo que me leva de volta ao hotel

O meu quarto empoeirado, continua exatamente no estado
Em que eu deixei
Até o vinho no carpete que eu derramei
Eu só agora eu vi que na verdade eu nunca sai daqui

Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui ninguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum
 

Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui niguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum
                           Matanza

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