domingo, 27 de março de 2011

Da Janela do ônibus

A vida passa sem andar
Olhando a paisagem  passar
Sem preocupação com o amor .

A falta de Crença
Faz pensar que sua presença
Seja tão Falsa quanto minha vivência.

Tantas coisas aconteceram
Sem que ao menos me levantasse

O tempo passou e meu ponto  Chegou !

                                                                                                                                              Julio Cezar

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Máquina de fazer Bípedes

                                                              



    Através de um buraco que muitas vezes exala um forte odor , saltam a semi-superfície seres altos e baixos, uns belos outros nem tanto, mas todos correndo ferozmente  para dentro das entranhas de um monstro  barulhento e mal cheiroso , que ao se mover parecem gritar ininterruptamente .  
Tais seres que são capazes de fazer coisas que mais parecem divinas, mas também são capazes de atrocidades  que nem os  mais ferozes animais fariam, talvez a pressa destes  seja a culpada  por tais defeito ou a ganância e a sede por poder  para que assim possam conquistar cada vez mais espaço, sentimento este  presente nos mais primitivos animais .     

                                                                                                   Julio Cezar

quarta-feira, 2 de março de 2011

Amigo Nenhum




Eu acabei de chegar e já me arrependi
Eu tinha prometido que não voltaria mais aqui
Claria a noite é sempre tudo igual
Começa muito bem, mas acaba muito mal

Passa o tempo, passam gerações e só fica pior
Nessa esquina havia um bar
Onde jogavam poker de marujo e continua tudo sujo
Continua tudo realmente muito feio, das lembraças que eu odeio

As piores são as que trago daqui
Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui ninguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum

É muito natural que eu não me sinta bem
Pois chove desgraçadamente desde que eu desci do trem
Complicado até pra caminhar
O vento é tão gelado que é difícil respirar
Sigo um labiritindo que me leva de volta ao hotel

O meu quarto empoeirado, continua exatamente no estado
Em que eu deixei
Até o vinho no carpete que eu derramei
Eu só agora eu vi que na verdade eu nunca sai daqui

Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui ninguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum
 

Mil vezes maldita cidade, que felicidade eu tive de ser mais um
Dos que aqui nasceram respirando perigo
Por isso aqui niguém se faz de poucos amigos
Aqui ninguém tem amigo nenhum
                           Matanza